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segunda-feira, 2 de julho de 2007

Desenergização

A desenergização muitas vezes é equivocada. Seu melhor conceito pode ser: conjunto de medidas que prever eliminar os riscos elétricos no desligamento de uma máquina (ou sistema).

A simples manobra no disjuntor não garante uma condição segura para o trabalho. Seguindo os seguintes passos, você garantirá mais segurança em seus serviços (a NR-10 diz que somente será considerado circuito desenergizado caso os seguintes passos sejam seguidos, obedecida a ordem):

  1. Interrupção ou seccionamento da energia elétrica, seja por chaves, disjuntores, etc.
  2. Impedimento da reenergização, com a utilização de cadeados (que só poderá ser aberto por quem está realizando o serviço), por exemplo. Essa medida impede que desavisados tenham acesso ao seccionador (para reenergização acidental ou intencional).
  3. Constatação da ausência de tensão após o seccionamento (pois possa ser que a manobra não fora bem sucedida (problemas mecânicos)).
  4. Equipotencialização dos condutores logo após o seccionamento, no sentido da carga. Tal medida garante a inexistência de tensão entre os condutores, além de estabelecer onde ocorrerá o curto-circuito: como você estará trabalhando na carga, o curto dará logo após ao seccionamento (onde a equipotencialização está), e não em cima de você.
  5. Aterramento das massas (que já deverá existir né?) e da equipotencialização, para garantir a ausência de tensão entre os terminais (já equipotencializados) e a terra.
  6. Proteção dos elementos energizados dentro da área controlada, para que sejam evitados contatos acidentais com outros equipamentos. No momento da realização do trabalho, a pessoa tem que se preocupar apenas com o serviço que está realizando; para isso, ele precisou eliminar os outros riscos, como o de contato acidental com os outros elementos energizados.
  7. E por fim, a sinalização devida para alertar os outros que há homens trabalhando no circuito e não é permitida a reenergização.

Nem sempre há a necessidade de seguir tais ordens, visto tal exemplo: temos um seccionador dentro de um quadro (apenas ele). Se houver possibilidade, já poderemos fazer a equipotencialização e aterramento dentro do quadro (óbvio que somente após o seccionamento), e só depois, impedir a reenergização, com utilização de cadeados na porta do quadro, e sinalizar.

Além do mais, há ambientes que será necessária adaptação do procedimento, devido a periculosidades particulares. O novo modelo não poderá prover menor segurança do que o padrão.

A idéia é usar o bom-senso.

Para a reenergização do circuito, faz-se necessário seguir a ordem:

  1. Retirar todo o material utilizado no serviço, como ferramentas, utensílios, resíduos decorrente da atividade, etc.
  2. Orientar a todos os presentes do processo de reenergização (quando necessário, retira-los).
  3. Remover o aterramento e a equipotencialização (inclusive proteções extras que por acaso tenham sido instaladas).
  4. Remoção da sinalização do impedimento de reenergização (veja que esta medida é uma das últimas, visto que o processo de retirada de equipamentos e proteções ainda fazem parte da manutenção).
  5. Autorização da reenergização (destravar cadeados, por exemplo) e religamento do seccionador.

Seguindo tais medidas (todas previstas na NR-10), você garantirá maior segurança para você e sua equipe, reduzindo riscos de choque elétrico (e suas decorrências).

2 comentários:

DaniJackson disse...

Muito bom seus comentarios, é de grande proveito a todos nós que não vivemos sem a ELETRECIDADE

ABRAÇOS

DaniJackson disse...

Muito bom suas publicações...

Abraços